Rede social X afirma que volta de acesso ao serviço no Brasil foi 'involuntária
Rede social X afirma que volta de acesso ao serviço no Brasil foi 'involuntária
Segundo o X, uma mudança de provedor de rede "provocou uma restauração temporária e involuntária do serviço para os usuários brasileiros". A rede social também destacou que espera que a plataforma volte a ficar inacessível no país "em breve", de acordo com uma declaração em sua conta de Assuntos Governamentais Globais.
A plataforma ficou novamente acessível para alguns usuários no Brasil nesta quarta-feira, após ter sido suspensa em 30 de agosto por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), devido ao descumprimento de ordens judiciais.
"Quando o X foi desativado no Brasil, nossa infraestrutura de serviço para a América Latina também ficou inacessível para nossa equipe", informou a rede em sua conta oficial. Além disso, a empresa mencionou que houve uma "mudança de provedor de rede", conforme a AFP, e ressaltou que continuam colaborando com o governo brasileiro para que a plataforma seja restabelecida de maneira adequada no país.
De acordo com a Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), o X passou a utilizar endereços de IP associados a servidores da Cloudflare, o que permitiu que alguns usuários no Brasil acessassem a plataforma nesta quarta-feira.
Relatos no Bluesky indicaram que alguns usuários conseguiram acessar e postar no X tanto pelo Wi-Fi quanto por redes móveis, sem a necessidade de usar VPN.
Na prática, a mudança ajudou o X a driblar o bloqueio feito por operadores de telefonia após a ordem judicial. Com os novos servidores, fica mais difícil para os provedores impedirem o acesso à rede.
A Cloudflare é uma empresa que fornece serviços e pode atuar como um intermediário entre o servidor de um site e o usuário. Neste caso, esse serviço permitiu que o X se tornasse mais resistente contra o bloqueio.
IP é uma sequência de números que funciona como o endereço de um servidor. Ao digitar o endereço de um site, o navegador transforma o link em um IP (sigla em inglês para "protocolo de internet").
A Abrint afirma que as operadoras estão em uma posição delicada e aguardam o posicionamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para entender quais medidas devem ser tomadas.
"Os provedores não podem tomar ações por conta própria sem uma orientação oficial da Anatel, pois um bloqueio equivocado poderia afetar empresas legítimas", diz a associação.
X suspenso no Brasil desde agosto
O X foi suspenso após determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes. Ele tomou a decisão depois que a empresa não obedeceu uma ordem de instituir um representante legal no país.
Em 28 de agosto, Moraes deu 24h para o X atender essa determinação. O prazo venceu às 20h07 do dia seguinte, e o X escreveu que não obedeceria o que chamou de "ordem ilegal".
Ainda em 29 de agosto, Moraes determinou o bloqueio das contas da Starlink, outra empresa de Musk, que fornece internet via satélite, para garantir o pagamento das multas aplicadas pela Justiça contra o X.
O ministro desbloqueou as contas da Starlink na sexta-feira (13) e determinou a transferência de R$ 18,35 milhões para os cofres da União. O valor será usado para quitar as multas aplicadas pela Justiça contra o X.
IP é uma sequência de números que funciona como o endereço de um servidor. Ao digitar o endereço de um site, o navegador transforma o link em um IP (sigla em inglês para "protocolo de internet").
A Abrint afirma que as operadoras estão em uma posição delicada e aguardam o posicionamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para entender quais medidas devem ser tomadas.
"Os provedores não podem tomar ações por conta própria sem uma orientação oficial da Anatel, pois um bloqueio equivocado poderia afetar empresas legítimas", diz a associação.
X suspenso no Brasil desde agosto
O X foi suspenso após determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes. Ele tomou a decisão depois que a empresa não obedeceu uma ordem de instituir um representante legal no país.
Em 28 de agosto, Moraes deu 24h para o X atender essa determinação. O prazo venceu às 20h07 do dia seguinte, e o X escreveu que não obedeceria o que chamou de "ordem ilegal".
Ainda em 29 de agosto, Moraes determinou o bloqueio das contas da Starlink, outra empresa de Musk, que fornece internet via satélite, para garantir o pagamento das multas aplicadas pela Justiça contra o X.
O ministro desbloqueou as contas da Starlink na sexta-feira (13) e determinou a transferência de R$ 18,35 milhões para os cofres da União. O valor será usado para quitar as multas aplicadas pela Justiça contra o X.

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