A Data Scientist Resigned From Twitter and Blasted Elon Musk Directly to His Face

A Data Scientist Resigned From Twitter and Blasted Elon Musk Directly to His Face
 A Data Scientist Resigned From Twitter and Blasted Elon Musk Directly to His Face

Um cientista de dados do X (antigo Twitter), que estava prestes a se demitir, teria dito ao CEO Elon Musk o que muitos usuários estão pensando atualmente: "Espero que você declare falência e deixe outra pessoa administrar a empresa."


Essa anedota e outras revelações surpreendentes estão no centro do recém-lançado livro "Character Limit: How Elon Musk Destroyed Twitter" (Limite de Caráter: Como Elon Musk Destruiu o Twitter), dos jornalistas do New York Times, Kate Conger e Ryan Mac. O livro leva os leitores para dentro das transformações que Musk impôs à rede social, agora chamada X, transformando-a em um caos de bots e contas de ódio extremista.


O funcionário que estava se demitindo inicialmente se sentiu otimista com a aquisição da empresa por Musk, conforme destacado pela Rolling Stone, mas ficou cada vez mais alarmado, especialmente após Musk compartilhar uma teoria da conspiração equivocada sobre o ataque ao marido de Nancy Pelosi. O cientista de dados confrontou Musk em uma reunião, dizendo que apenas "cerca de 10% da população adulta seria ingênua o suficiente para acreditar nisso." Musk, furioso, respondeu com um "Vai se f***!".


Outras revelações bizarras também são mencionadas no livro, mas não é necessário lê-las todas para perceber que a plataforma está à deriva e que Musk é um péssimo gestor. Quem já passou algum tempo no site sabe que ele está inundado de bots de conteúdo adulto e contas duvidosas com selos pagos promovendo teorias da conspiração, com o próprio Musk sendo um dos maiores propagadores de notícias falsas.


Além disso, o site é frequentemente afetado por falhas técnicas, como a mensagem "limite de taxa excedido", que tornou a plataforma inutilizável no ano passado. Devido à má gestão de Musk e sua presença mercurial na plataforma, tanto anunciantes quanto usuários abandonaram o X em massa, o que levou Musk a processar anunciantes por um suposto boicote.


Talvez Musk devesse ter escutado aquele cientista de dados e deixado a plataforma nas mãos de alguém mais competente.


Mais sobre Elon Musk: ele agora é constantemente rodeado por 20 seguranças armados e um médico, refletindo sua paranoia crescente.


Um raro momento de autoconsciência de Musk surgiu recentemente em um tweet no X, onde ele admitiu que nem tudo o que diz é engraçado. O tweet fazia referência a uma piada de mau gosto que Musk havia feito sobre o assassinato de Donald Trump. Ele acabou deletando a mensagem, mas o estrago já estava feito.


Vale lembrar que, como Musk é o dono da plataforma e demitiu a maior parte dos moderadores, não havia chance de que o tweet fosse removido por violar as regras contra discurso de ódio. Musk se autodenomina um "absolutista da liberdade de expressão", o que transformou o X em um ambiente saturado de racismo, negação do Holocausto e propaganda neofascista.


Sua afinidade com Trump e suas ideias conspiratórias transformaram o X em uma plataforma alimentada pela extrema-direita. Musk, embora brilhante em algumas áreas, parece incapaz de entender o impacto negativo de suas ações e daquilo que permite prosperar em sua plataforma. Ele não se incomoda com as conspirações antissemitas, nem com antivaxxers, terraplanistas, e outros grupos extremistas que infestam a rede social.


Musk é um homem que se recusa a assumir responsabilidade pelo que diz e pelo que acontece na plataforma que controla, ignorando leis nacionais e espalhando desinformação perigosa. Ele até tenta forçar anunciantes a manterem negócios com o X, mesmo quando eles preferem evitar associar suas marcas a imagens islamofóbicas grotescas. Em muitos aspectos, Musk é apenas mais um bilionário arrogante e perigoso, e quanto antes ele partir para Marte, melhor.






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